A maioria das pessoas não cai na malha por fraude — cai por descuido.
A malha fina ainda é vista com certo temor por muitos contribuintes. No entanto, na grande maioria dos casos, ela não está associada a fraudes, mas a erros simples e evitáveis.
Entre os principais motivos estão a omissão de rendimentos, divergência de informações com fontes pagadoras, inclusão de despesas não comprovadas e erros no preenchimento de dados básicos.
Com o avanço da tecnologia, a Receita Federal passou a operar com sistemas altamente integrados. Isso significa que praticamente todas as informações relevantes já são previamente conhecidas ou facilmente cruzadas.
Nesse contexto, pequenos deslizes ganham proporções maiores. Um valor informado incorretamente ou um rendimento esquecido pode ser suficiente para gerar inconsistências.
Outro ponto relevante é a tentativa de “ajustar” a declaração para obter uma restituição maior. Essa prática, além de arriscada, tende a ser facilmente identificada. Evitar a malha fina não exige conhecimento avançado, mas sim atenção, coerência e responsabilidade no preenchimento das informações. Erro em imposto de renda não costuma ser técnico. É comportamental.
¹Marcelo Viaro Berloffa é mestre em contabilidade, empresário contábil, conselheiro eleito no CRC-SP e membro da Academia Pedreirense de Letras – Cadeira nº 18 – Patrono: Henrique Bonaldo.
